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Vamos falar de abuso sexual e deficiência?

October 31, 2015

 

 

É considerada relação consensual toda a prática em que os envolvidos consentem em determinada atividade sexual e as pessoas que dela participam são capazes de consentir. A lei brasileira entende que pessoas menores de 14 anos ou com deficiência intelectual não são capazes de dar os seu consentimento. Não pretendo neste post discutir direitos reprodutivos e sexuais de pessoas com deficiência, por isso seria assunto para um post inteiro.  Pretendo aqui discutir uma terrível realidade que é o abuso sexual de pessoas com deficiência cognitiva.

É considerado abuso sexual não apenas o contato físico com  finalidade de obter prazer sexual, mas também o exibicionismo, mostrar imagens de conteúdo sexual ou sexting. O sexting é a troca de imagens ou mensagens de conteúdo sexual através das redes sociais, e se trata de uma nova modalidade de abuso de crianças e jovens.

Frequentemente subnotificado o abuso sexual de pessoas com deficiência é uma realidade em todo o mundo. Eis alguns exemplos de trabalhos internacionais:

 

  • O abuso sexual de pessoas com deficiência intelectual é mais frequente do que em não deficientes (Reiter, Bryen, & Shachar, 2007).

  • Em 2007 nos EUA, as pessoas com deficiência foram vítimas de, aproximadamente, 47.000 estupros e agressões sexuais (Rand & Harrell,2009).

  • Crianças com atraso no desenvolvimento tinham 4 vezes mais risco de maus-tratos (Sullivan & Knutson, 2000).

  • Em Israel, 40 dos 50 alunos do Ensino Médio com deficiência intelectual relataram abuso sexual; 38 sentiram contato que sexual não desejado e 14 foram forçados a tocar os genitais de alguém contra a sua vontade (Reiter et al, 2007)

 

Crianças e jovens com deficiência cognitiva (autismo e deficiência intelectual) são mais vulneráveis porque tem maior dificuldade em narrar fatos e menor discernimento sobre o abuso, menor credibilidade, tem maior respeito às figuras de autoridade, além disso lhes falta repertório de habilidades sociais, e por isso podem não ser capaz de discriminar entre interações adequadas e inadequada (Kim, 2010).

Mesmo que não envolva ameaça ou violência física, o abuso é uma violência contra a criança e jovem com deficiência porque eles não tem a compreensão sobre o evento. Durante e após o abuso ocorre uma cadeia de sentimentos ambivalentes de prazer, nojo e culpa. Esses sentimentos podem gerar modificações comportamentais importantes na relação com as pessoas como isolamento e/ou aproximação inadequada. Muitos indivíduos passam a ter um comportamento mais sexualizado que os tornam vulneráveis a novos eventos de abuso.

Entre as práticas parentais indicadas para diminuir os riscos estão:

 

  • Interessar-se pela vida da criança ou do jovem;

  • Saber com quem o jovem tem falado/trocado mensagens;

  • Ensinar o jovem a identificar abordagens inadequadas;

  • Ensinar como recusar toques ou convites inadequados;

  • Observar alterações de comportamento;

  • Avaliar a pressão do grupo por um comportamento sexualmente liberal.

 

Por fim vale salientar que proteger não significa limitar e restringir. Crianças e jovens com deficiências podem e devem ter uma vida o mais rica possível do ponto de vista social .

Um grande abraço,

Melanie

 

Sugiro o material do site http://www.pipoefifi.org.br/home.html

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