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Irmãos sem deficiência

April 24, 2014

Texto desta semana do acessibilidadetotal.com.br

Sabemos que terapeutas que trabalham com crianças necessariamente estabelecem uma comunicação com as famílias. Tipicamente esta comunicação ocorre com as mães, depois com pais. No entanto, de maneira consistente estão presentes nas salas de espera, atendimentos e reuniões também irmãos mais velhos ou mais novos.

Existem diversos trabalhos científicos que abordam características de irmãos de pessoas com deficiência. São testadas habilidades cognitivas e sociais e, também impacto psicológico de uma infância ou adolescência divida com alguém com necessidades especiais.

As pesquisas com irmãos costumam relatar aspectos positivos e negativos vivenciados nestas relações. É citado que neste relacionamento pode ser desenvolvido no irmão (sem deficiência) maior tolerância em relação aos outros, maior compaixão e altos níveis de empatia e altruísmo, mas também, depressão, retraimento social, baixa autoestima e pobre relacionamento interpessoal.

Podemos especular sobre a ambivalência dos achados. As relações entre irmãos é, de maneira geral, marcada por um misto de rivalidade e sentimentos fraternos como cumplicidade e proteção. Quem tem irmãos sabe muito bem como podemos nos divertir e nos sentirmos ótimos na companhia de alguém, para no minuto seguinte o odiarmos com as nossas forças, para depois de alguns segundos nos esquecermos do que ocorreu e querer defendê-lo de um amiguinho “malvado”.Como nas outras experiências que temos durante a vida, o significado delas será uma combinação do modo como interpretamos as informações recebidas, com as propriedades da própria experiência. Por exemplo, crianças ou jovens mais inseguros e/ou com tendência à ansiedade social podem vivenciar o fato de ter um irmão com deficiência como um fato predominantemente negativo. Estes irmãos recebem um maior impacto emocional de episódios (reais ou imaginários) de exclusão e/ou de privação de tempo de atenção dos pais em virtudes das necessidades especiais. Em algumas famílias detectamos uma situação em que existe uma crença de que criança “saudável” precisa de poucos cuidados ou de que ela pode ser um ajudante, assumindo responsabilidades muito além do razoável, criando um ambiente em que a criança pode se sentir negligenciada.

Por outro lado, jovens e crianças seguros de seu lugar, afeto e cuidados da família, com tendência e processar as informações do meio social de maneira mais positiva, usufruem da oportunidade de conviver com um irmão menos habilidoso para desenvolver sentimentos de empatia e solidariedade, além ampliar seu espaço para autonomia. Quando o meio cria a oportunidade, os jovens também podem mostrar aos pais que seu irmão deficiente pode realizar atividades que muitas vezes os cuidadores não deixam. Creio que alguns dos leitores já devem ter testemunhado um “se vira aí” seguido de uma ação que imaginávamos impossível.

Como dizem os mais velhos, até cada um dos dedos das mãos é diferente. Portanto, não existem regras de conduta para lidar com a diversidade que ocorre dentro de cada um dos lares. Só existem uma certeza, todas as crianças e adolescentes precisam de cuidados e atenção, por isso em alguns momentos precisamos olhar para cada filho como se ele fosse único e ver se ele está precisando de cuidados especiais, mesmo que ele não tenha deficiência.

Um grande abraço,

Melanie

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